
Em termos evolutivos, os objetos dessa cena representam diferentes “linhagens tecnológicas”. O despertador analógico, por exemplo, pertence a uma era em que a função principal era gerar estímulos sonoros suficientemente irritantes para ativar o sistema nervoso central humano, um mecanismo eficaz, embora odiado por muitos. HEHEHE 😀
A calculadora e o guia impresso simbolizam a fase pré-digital consolidada, na qual o processamento e o armazenamento de informação eram especializados, porém fragmentados. Já o rádio portátil introduz um avanço interessante: a transmissão sem fio, permitindo comunicação em rede, ainda que unidirecional. Se bem que hoje, o pessoal das antigas ainda escuta rádio no carro e os mais novos… podcast.
A câmera digital marca a transição para a convergência tecnológica, incorporando sensores eletrônicos e processamento de imagem. A carta, utilizada nos dias de hoje pelos incas e egípcios, disputa um lugar com o e-mail.
E então surge o smartphone com capacidade de integrar comunicação, processamento, armazenamento, imagem, localização e acesso a redes globais, ele representa um “superorganismo tecnológico”, um MEGAZORD de bolso.
E a fala “tenho uma ligação especial com vocês” não é apenas uma piada: é uma referência direta à ancestralidade funcional. Cada um dos dispositivos anteriores teve suas funções absorvidas e reinterpretadas.
Em termos darwinianos: não houve extinção… houve incorporação.
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