Programação?! Por que aprender?

Se não quiser, não precisa! Mas…

Primeiro, você sabe o que significa programar um computador?

Não sei se pegou a ideia a partir da tirinha, um programa geralmente é criado para resolver um problema ou auxiliar em alguma tarefa que, sem ele, seria muito mais demorada ou muito menos precisa. No geral, para resolver problemas criam-se algoritmos. Esses algoritmos são uma sequência finita de passos bem definidos que instruem o que o computador deve computar, ou seja, o que ele deve fazer para nos ajudar com a tarefa que realizaremos. Isso dentro de um paradigma bastante conhecido, que é o da programação estruturada. Existem outros paradigmas que servem para resolver outros problemas de formas mais eficientes, mas vamos nos concentrar nesse primeiro para os fins deste post.

Se quiser saber mais, clique aqui e ouça o podcast.
Além disso, se quiser ter uma ideia sobre a história dessas máquinas, assista a esse vídeo.

 

Que os computadores são importantes para nossas vidas acho que é praticamente senso comum. Afinal eles permitiram o avanço da Ciência e de forma direta isso teve um impacto de poder exponencial e positivo em nossas vidas e na qualidade delas. A Ciência avança numa velocidade impressionante graças a eles e suas versões mega, ultra, thunder, blaster poderosas como o famoso, caro e elementar (?) Watson. Se estiver curioso, investigue mais sobre ele, clicando aqui.

O professor Paulo Blikstein afirma que “estamos numa época de transição no mundo científico, em que o pensamento computacional está transformando profundamente a academia e a indústria. Hoje em dia, um cientista em um laboratório de pesquisa de ponta em nada lembra o estereótipo do cientista do século XIX [dezenove para os burros leigos], com seu avental branco, trancado em um laboratório com tubos de ensaio. Em vez disso, ele provavelmente passa a maior parte do tempo em frente a um computador, construindo e estudando modelos computacionais. Um engenheiro industrial, ao tentar redesenhar a linha de produção, não usa só papel e lápis, usa modelos computacionais. Um economista tentando fazer uma projeção de inflação não faz as contas de cabeça, usa, claro, modelos. A primeira etapa do ‘pensar computacionalmente’ é identificar as tarefas cognitivas que podem ser feitas de forma mais rápida e eficiente por um computador”.

Resumidamente, o que o professor Paulo disse é uma valiosa dica para vocês, adolescentes, e também para os velhos jovens a mais tempo que ainda não se deram conta da importância da programação. Ajustem-se para o mercado de trabalho se preparando para controlar as máquinas, ou elas simplesmente os substituirão. Isso já começou na revolução industrial para tarefas mais técnicas e manuais. Agora, os próximos computadores como o famigerado Watson permitirão que tarefas cognitivas consideradas como complexas sejam executadas com precisão igual ou superior a de um humano. Algumas dessas tarefas são possíveis graças à inteligência artificial (IA), que não necessariamente segue uma linha de algoritmos bem definidos. Mas calma, não se assuste, essa tal IA não é muito mais do que a identificação de padrões ensinados à máquina para que sejam reconhecidos em novas entradas de dados. Os paradigmas da programação em IA costumam ser outros, como os de programação lógica ou da funcional (temas para serem estudados em níveis mais avançados, por enquanto tudo bem ficar na procedural). A máquina não pensa por si, nós as ensinamos a pensar (e, às vezes, a aprender). Por isso é importante aprender a linguagem delas, para que esse “letramento e alfabetização” do computador seja feito por nós em alguns casos. Nos demais casos, preparamos modelos ou rotinas que são quase sempre mais precisos e eficazes dos que os realizados por nós. Enfim… poderia citar centenas de exemplos, mas uma busca no Google também resolve 😛

Ficou preocupado? Eu também ficaria se não soubesse programar PotássioPotássioPotássioPotássio [KKKK, para os leigos]…

Nunca é tarde para aprender. Pode ser difícil no começo, afinal é uma forma de pensar diferente daquela que estamos acostumados quando vamos resolver problemas. A grosso modo, a programação é e surgiu basicamente para isso, resolução de problemas… modelagem. Mas não tenha pressa, vá com calma. Além disso, por ser um campo onde a aprendizagem é um pouco morosa, muitos estudos foram realizados buscando descobrir formas de ajudar as pessoas durante esse processo. Um dos recursos que visam diminuir as dificuldades para que os iniciantes consigam focar na resolução do problema de forma computacional é a programação visual. Em vez de já ter que aprender a resolver o problema com o computador usando uma linguagem que também teria que aprender, pode focar só na primeira parte! Oh que beleza, mano!

A programação visual usa recursos gráficos que representam os comandos dos computadores que, mais tarde, são traduzidos (ou interpretados) para a linguagem da máquina de alguma forma. O importante é que é bem mais fácil no começo. Aqui no Humor com Ciência você tem oportunidade de interagir com um sistema desse tipo (Uau, Uíu!)… Sendo mais específico, você pode programar uma sequência de passos para desenhar algumas figuras que podem ficar bem interessantes.

Mas… vamos começar com coisas mais simples. Primeiro, assista ao vídeo abaixo e veja como se usa o aplicativo.

 

Eu deixo, então, uns desafios para vocês começarem a lidar com esses recursos e aprenderem um pouco. Façam aí! Quero ver!

Para abrir o Aplicativo, clique aqui.

1) Encontre os comandos no menu do lado esquerdo que indica o desenho de uma linha reta. Peça para o lápis se mover 100 pixels de distância. (O píxel é uma unidade de medida muito comum para as telas de dispositivos móveis ou computadores. Google it!)

2) No sisteminha é possível alterar o sentido do desenho usando ângulos. Faça, então, um quadrado com lado igual a 150 pixels!

3) Uhhhh… quero ver. Faça um pentágono regular.

4) Manja as colmeias? Faça um hexágono regular.

5) Último desafio. Em seguida, estará livre para se divertir criando outras formas. Agora, a ideia é fazer uma estrela de seis pontas. Use rascunho se quiser. Vai lá! Faz aí.

Bom. Esse é só o começo. Se quiser aprender mais sobre programação de computadores está cheio de cursos por ai. Se você for xóvem… por exemplo, recomendo “Hour of Code” ou “Code Monkey“, que são sites bem legais.

Se você é mais macaco véio (old monkey), tem o “Udacity” ou o “Coursera“, busque por cursos de introdução à programação. Quem sabe não se interessa, depois, até por algum curso de Android e não cria sua empresa de Apps? Mãos a obra, fio!

Para saber mais:

Licenciado em Matemática pelo IME-USP e mestre em Ciência da Computação pelo mesmo instituto. Acredita no potencial da tecnologia para melhorar os processos do cotidiano e a qualidade de vida das pessoas. Gosta de animes e jogos no computador (+), celular(0) e videogame (-). O jogo do momento é o PlayerUnknown's Battleground (sensacional!!!).

Comentários

  • Muito bom 🙂

    • O Romenig é embaçado, mano. Falta você no time, Tulio. 😉

      • O Romenig é embaçadão mesmo… haehhaehaehae…
        Uai, demorou para eu entrar no time 🙂